Caro leitor,

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Se chegaste até aqui, não foi por acaso.

As pessoas não tropeçam em certos lugares por distração. Chegam quando algo dentro já começou a perguntar.

Talvez estejas num momento de transição. Ou de cansaço. Ou apenas num desses instantes silenciosos em que a vida deixa de caber nas explicações habituais. Não preciso de saber qual. Basta saber que algo em ti pediu mais verdade.

Este espaço nasceu para isso.

Aqui não falamos de crescimento como obrigação nem de cura como desempenho. Falamos de origem, de sentido e de consciência. Falamos de histórias que começaram antes de nós e continuam através de nós, mesmo quando não damos por isso.

Ao longo do meu trabalho, aprendi que muitas das dores que carregamos não nos pertencem em exclusivo. São heranças emocionais, lealdades invisíveis, tentativas antigas de amar e sobreviver. Quando não são vistas, repetem-se. Quando são reconhecidas, transformam-se.

Olhar para as raízes não é ficar preso ao passado.
É libertar o presente para que o futuro possa ser escolhido.

Talvez descubras aqui palavras que te tocam sem saberes bem porquê. Exercícios que mexem mais do que esperavas. Silêncios que dizem mais do que conceitos. Está tudo certo. Este não é um lugar de respostas prontas, mas de escuta honesta.

Se continuares a ler, fá-lo ao teu ritmo.
Não para te consertares, mas para te encontrares.

Com presença,
Sofia Cid

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